interrupted lines.
 

Sometimes the only way to stay sane is to go a little crazy.

Domingo, Maio 25, 2008
Parei, hein?
Cansada demais pra digitar. Mas foi bom, bom demais.
Desde 'ser feliz antes de mais nada' até 'tell me that you'll open your eyes'.
Coisas absurdas demais. Sozinha, Dudu e Leo, sozinha, Tatiana. Bundunha virada pra lua porque, sinceramente, a coisa que eu mais ouvia as pessoas gritando pelo celular era 'FULANO! FULANO, EU ESTOU EM FRENTE AO BANCO! OLHA SÓ, TÔ LEVANTANDO A MÃO!' e coisas assim. E eu, sem querer, encontrei três das quatro pessoas que queria ter encontrado, há.

Cansada demais pra existir. Vou morrer na cama, amanhã tem aula.
posted by Mileníssima @ 7:12 PM   0 comments
Frase do Dia
Sobre Lisa Cuddy.
Por que uma mulher dessa não é lésbica, pedófila e minha vizinha?


Minha resposta? Porque deus sempre foi sacana com a gente. Olhe para mim, que fui esquecida no forno! Mas, sinceramente, eu não ligo muito pra parte 'pedófila' e nem 'minha [sua] vizinha'. Por mim eu ignoro o 'pedófila' e deixo ela como minha vizinha, mesmo.
Fikdik.
posted by Mileníssima @ 2:09 AM   0 comments
Sábado, Maio 24, 2008
Catchme(h)
Tem coisa mais brega do que gente que não sabe falar inglês usando frases em inglês com uma super cara de 'sou foda pegael(h)'?
posted by Mileníssima @ 11:15 PM   0 comments
Te amo!
o cacete. Algumas frases que me irritam em namoros adolescentes:

"Te amo pra sempreee!"
"Eu te amo tanto, nao sei o que seria de mim sem vc :~ só vc pra me aguentar desse jeito, eu nao te mereço, te amo demais."
"Vc é minha vidaaaaa!"
"Fulano e Ciclano = amor eterno (L)"
"Você é tudo pra mim."
"te amo mto meu amor, cada dia mais e mais... e ninguémmmmm vai nos impedir!!!!"
"Você é o grande amor da minha vida, sem você eu não vivo..."
"Eu J A M A I S vou sentir o q sinto com vc, com outra pessoa. te amo, meu amor."
"Se você me deixar, eu NUNCA mais vou amar outra pessoa."
"Te amo muito, sem você nda tem graça!"
"Vamos ficar juntos pra sempre!!!"
"Te amo mais que tooooodo mundo aqui. O TOPO É MEU!!"
"Eu sempre vou te amar!"


Um dia eu ainda mato um casal. Há.
posted by Mileníssima @ 2:58 PM   1 comments
De modo algum!
Dois tipos de álbuns de orkut que eu NÃO confio de jeito nenhum:
- To-das as fotos com photoshop.
- 98% das fotos de óculos escuros.
Tudo gente normal/bonita que acaba ficando lin-da! no álbum, arranjando trezentos amiguinhos que te amam e que choram de decepção quando te encontram ao vivo.

Pra quê?
posted by Mileníssima @ 2:52 PM   0 comments
Sexta-feira, Maio 23, 2008
Esqz!
Sem saco pra gente chata. Fresca. Nojentinha. Cheia de dramas.
Pra mim tá ótimo ficar conversando com a mana, o House, a Cuddy e a Cameron.

Ganhei uma tanguinha vermelha, beijos.
posted by Mileníssima @ 6:55 PM   0 comments
Rush, L
Cold Case é uma mistura de emoções.
Além dos ataques porque a Lily é uma gracinha e o cabelo dela é lindo, ocasionalmente eu me mato de chorar no fim do episódio. Além disso, alguém me diz se não se arrepia e morre de medo com o grito da entrada? Eu juro, estou sozinha em casa e fiquei toda nervosinha, hahaha.
posted by Mileníssima @ 12:23 PM   0 comments
Quinta-feira, Maio 22, 2008
damana
Achando minha personalidade no orkut:
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=7128407

Hoje foram tantas!
(comunidades, não pessoas)
posted by Mileníssima @ 10:16 PM   0 comments
Feeeeira
Ai deus. Achei que fosse morrer.
Me joguei, me joguei DEMAIS. Achei que não fosse voltar pra casa, que ia viver na rua rindo assim o tempo todo. Comprei demais, dancei demais, ri demais, e olhei demais. E umas coisas extras aí.
De onze da manhã até Às 7 da noite, juro que valeu a pena a dor no pé, os esbarrões, as cantadas
idiotas e a fome. Conheci muita gente legal, engraçada demais e divertida.

Pra variar, é claro, fiquei babando pela pessoa com uma placa de NÃO BABE POR MIM na testa. É incrível. Eu tenho essa sina, parece que tenho um gaydar e um impossíveldar, ai que horror.
O cabelo encaracoladinho era TÃO lindo, achei que fosse arrancar e implantar na minha cabeça. E, claro, tinha namorada. Sempre têm namorada ou, pior ainda, namorado. Aí é o (pseudo)fim de tudo!
E eu JURO que tento não olhar, pensar em pandas e em ornintorrincos, virar o rosto pro outro lado e repetir o mantra 'nãopossonãopossonãoposso', mas cada vez que o meu olhar cruzava e/ou eu via aqueeele sorriso eu achava que ia derreter, pegar fogo, congelar e ter um ataque cardíaco, tudo ao mesmo tempo.
Eu tento ser certinha, mas a culpa não é só minha se eu sempre acabo gostando da pessoa complicada.
posted by Mileníssima @ 8:44 PM   0 comments
Quarta-feira, Maio 21, 2008
meio mundo!
Até o meio de 2007 eu podia falar isso normalmente. Aí hoje, no meio de uma conversa, comecei:
- Mas, ah, eu nunca fiquei com ninguém mais novo que... anh... eu? Calmaí, fiquei com uma pessoa... duas... três... quatro... cinco... AI MEU DEUS @_@

Odeio quando essas coisas mudam, fikdik.
posted by Mileníssima @ 9:56 PM   0 comments
Tentativas/Erros
Domingo, 13 de Agosto de 2006
Vazio.
Essa palavra resume tudo. Resume o que eu sinto, resume o que eu sou, resume tudo o que se passa pela minha cabeça agora. Tudo parece um enorme vazio, tudo parece sem graça, minha vida parece completamente desprezível.


Quarta-feira, 27 de Semtembro de 200
Vazio.
Você já sentiu como se essa palavra resumisse todo o seu ser? Como se tudo o que você fosse se resumisse apenas ao nada, como se nada adiantasse, como se tudo fosse inútil?
Sinto agora um vazio dentro de mim que não pode ser simplesmente descrito com palavras, é algo tão denso e profundo que me absorve de mandeira intensa e completa.
Não é raiva, não é tristeza, não é felicidade (embora esses sentimentos dividam meu corpo, variando de poucas em poucas horas). É simplesmente um nada, um vácuo, um espaço dentro de mim que grita que eu não sou nada.
Se eu morrer, o que vai mudar no mundo? Quase nada.
Meia dúzia de pessoas ficariam muito tristes, uma dúzia ficariam tristes, 20 lamentariam o fato, 100 se lembrariam... Mas tudo continuaria do mesmo jeito.
E o que eu estou fazendo com a minha vida? Sinto como se estivesse fazendo um belo dia de sol, com algumas nuvens limpas e brancas para fazer um contraste, passarinhos cantando na árvore no meu quintal e eu... e eu na janela, vendo tudo isso acontecer.
Sinto-me uma expectadora, sinto-me de fora do palco da vida, sinto-me completamente ausente de mim mesma e do mundo.
Pois quando esse vazio - ah, quando esse fazio bate... Quando ele bate ele me sacode pelos ombros e grita 'Você não é nada! Você está parada vendo sua vida passar, você não a vive! Você está me ouvindo? Você não vive, você apenas existe, você vegeta!'
E eu sou obrigada a abaixar a cabeça e concordar com ele. Minha vida é igual à de mais um milhão de pessoas, minha vida é comum, inútil e improdutiva. Eu existo apenas por existir e faço as coisas por inércia: estudo porque me colocaram no colégio, não por vontade. Fico no computador não porque o ame, mas por falta de opção. Vou dormir às nove horas por causa dos remédios, e não do sono.
Eu existo, eu apenas existo...
É um vazio tão denso que eu me perco nele, me afogo nele, me afundo mais e mais em meu próprio desespero. E quando mais eu afundo mais ele me envolve, e mais eu me debato, lutando para viver. E quanto mais eu penso na vida, quanto mais eu tento fazer o que eu quero, mais eu sofro, mais essa agonia me preenche, mais o vazio me derrota com seus gritos incessantes.

Domingo, 1º de Outubro de 2006
A noite foi perfeita. A casa cheia, amigos. A amanhã foi linda. E agora aqui estou eu, de novo, no computador, sozinha, sem o que fazer, divagando sobre a minha própria tristeza nesse blog que ninguém lê. E isso me deprime, me deprime.

Sexta-feira, 1º de Novembro de 2006
Eu gosto do exagero, alguém já notou?
Se é para comer, eu tenho que comer TUDO, ou não como NADA. Se é para assistir ou eu assisto do COMEÇO ou eu NÃO assisto. Se é para sair ou é para ser MUITO legal ou eu NÃO saio. Comigo é assim, desculpe; preto ou branco, oito ou oitenta, tudo ou nada.
Isso me irrita e faz parte da listinha de defeitos que eu escrevo sobre mim mesma constantemente. É, entendam, vocês estão falando com uma louca. Louca. L-o-u-c-a. Estou frizando bem a palavra para vocês captarem o sentido. E esse maldito teclado me faz errar a cada três palavras, que vontade de jogá-lo pela varanda.
Enfim, a semana foi péssima.

Sexta-feira, 10 de Novembro de 2006
Na Mini Onu não poderia ter sido pior. Eu não sei como explicar em palavras o que eu senti naquele momento. Já se sentiu como se não estivesse no lugar certo? Como se todo mundo tivesse um motivo para estar com você, mas você não soubesse o que estava fazendo ali com eles? Como se tudo para você estivesse frio e cinzento, assim como o dia - feio?
Era assim que eu me sentia. Meio morta. Sem sentido, sem razão, sem caminho. Comi, comi, comi, comi. Quatro salgados. Queria preencher o vazio que sentia dentro de mim com comida. Queria me empanturrar de motivos, acreditando que eles vinham junto com o frango e o katchup. Mas não vieram, e eu continuei vazia por dentro.
Vazio.

Segunda-feira, 4 de Junho de 2007
São as noites mal dormidas, são as pessoas que não correspondem espectativas, são tristezas ou alegrias.

Segunda-feira, 11 de Junho de 2007
Eu não passo o dia inteiro feliz ou triste. Claro, ninguém passa. O problema é que, em mim, essas mudanças se operam numa rapidez incrível, e numa intensidade anormal. De três em três horas meu humor muda completamente, e eu simplesmente pareço outra pessoa.
Hora eu estou gritando e pulando de felicidade irreprimível, hora estou nos cantos, chorando.

Segunda-feira, 2 de Julho de 2007
O que fazer quando quem sempre te decepcionava, de repente, cumpre o que diz?
O que fazer quando a pessoa que sempre cumpria tudo, de repente, te decepciona?
É hora de reavaliar as pessoas.

Terça-feira, 10 de Julho de 2007
O que eu não admito, o que eu não agüento, é a distância entre os mundos. O meu, o seu. É a falta de carinho, de lembrança, de atenção, de paciência, de presença.
E então...
E então é isso.
Tchau!
ps: Garbage - Special, diz tudo!

Terça-feira, 10 de Julho de 2007
Balançar as pernas. Roer as unhas, ranger os dentes. Levantar, andar, sentar, levantar, sentar, levantar, andar, encostar, sentar. Balançar as pernas. Roer o pedaço de dedo que sobrou (as unhas já acabaram). Balançar as pernas. Abrir orkut, fechar orkut. Ver posts antigos. Ver fotos de amigos. Procurar comunidades. Levantar, andar, sentar. Levantar, ir até a cozinha. Voltar, sentar. Comer, comer, comer, comer, comer.
Respirar fundo, se sentir bem por meia hora.
E aí tudo outra vez.

Terça-feira, 10 de Julho de 2007
Padrão de relacionamento instável variando rapidamente entre ter um grande apreço por certa pessoa para logo depois desprezá-la. Comportamento impulsivo principalmente quanto a gastos financeiros, sexual, abuso de substâncias psicoativas, pequenos furtos, dirigir irresponsavelmente. Rápida variação das emoções, passando de um estado de irritação para angustiado e depois para depressão (não necessariamente nesta ordem e com essa intensidade). Sentimento de raiva freqüente e falta de controle desses sentimentos chegando a lutas corporais. Sentimentos persistentes de vazio e tédio. Dúvidas a respeito de si mesmo, de sua identidade como pessoa, de seu comportamento sexual, de sua carreira profissional. Às vezes o paciente experimenta a consciência de um vazio afetivo, despersonalização e incapacidade para sentir emoções.
E o pior, o pior mesmo é que isso é tão comum entre outras pessoas... Quase faz com que eu me sinta confortável. Eu disse 'quase'.
Isso NÃO é um 'Oi, meu nome é Milena e eu sou (coloque aqui o nome da doença desejada)!', só para avisar...

Terça-feira, 10 de Julho de 2007
Tem tanta coisa da qual eu gostaria de me desligar; tantas pessoas! Sabe aquele tipo de pessoa que ultimamente não tem te acrescentado nada de bom? Aquele tipo de pessoa que você vê na rua e quer atravessar, que você vê no msn e já quer bloquar, que te manda um scrap no orkut e você tem ganas de deletar e fingir que não recebeu?
Só que essa pessoa... é a mesma que te liga quando você falta aula? A mesma que te faz rir de vez em quando? A mesma que te deixa um scrap super animado contando as novidades?

Quarta-feira, 11 de Julho de 2007
É como um esconde-esconde. Ora sou eu que tento fugir dele, ora é ele quem se esconde.
E, embora eu não o procure, sempre o acho; e sempre nos lugares mais improváveis.
Eu o achei esse final de semana passado. Atrás de alguns livros, ao lado dos dvds. Pode parecer exagero, mas eu percebi exatamente quando foi que o achei.
Eu subi na minha cama, procurando o dvd As Horas. Acabei achando O Pequeno Príncipe, e foi aí que eu o encontrei. Primeiro eu fiquei estática, absolutamente. Depois me veio aquele velho nervoso no estômago. Então eu deixei o livro, esqueci o dvd e me sentei da cama. Fiquei pelo menos quinze minutos pensando em não-sei-o-quê.
Olhei pela varanda, desci, fiquei no sol. Meu pé de cebolas morreu, e as formigas já se agruparam em volta do Guaraviton vazio que eu deixei lá semana passada.
Eu não queria tê-lo encontrado, não queria mesmo. Por mais que eu tente, ele ainda é mais forte do que eu, e isso me preocupa. Ele me envolve, acaba com meu dia. E desde esse sábado as coisas estão tão ruins... Perdi a vontade.
Só quero saber quando é que ele vai se esconder de novo.
O Vazio que me preenche...

Sexta-feira, 13 de Julho de 2007
Atravesse a rua. Atravesse sem medo! Não, não se preocupe com os carros, meu querido; apenas atravesse. Veja como tudo é bonito do outro lado. As cores são mais vibrantes, os barulhos são mais altos. [barulho de moto] Anh? Como assim, você prefere ficar aqui? Não, você não pode ficar aqui. Sim, querido, eu sei que é mais seguro. Mas você não... [um carro derrapa] Escute, por favor; você não pode ficar aqui simplesmente por ser seguro. Você não pode, não deve se acomodar. Vale a pena todos os riscos. Acredite, vale sim. [e cai um raio] Você está me chamando de histérica? Não, não é histeria. É a vida, correndo como aquele Ford ali, você viu? Aquele vermelho... Isso, esse mesmo. [o céu está escuro] O que é isso nas suas roupas? Não, não limpe. Eu gosto disso em você. Por favor, pegue a vodka. Mais. Mais! Isso... aí, perfeito! Agora me dê a sua mão. Eu vou contar até três, e então correremos juntos. Preparado? Um... dois... Três! [sons de respiração] Ei, você! Por que ficou para trás? Por que não correu? Por que...?

Segunda-feira, 30 de Julho de 2007
1) Faça um picnic perfeito, em um lugar perfeito, com pessoas perfeitas, e fotos perfeitas.
2) Vá para a Paulista com essas pessoas, passe frio, beba um milkshake, ande muito, sinta o cheiro do esgoto, sinta o cheiro de cigarros.
3) Dê um tchau com direito a abraços sinceros, tenha conversas com pessoas que realmente parecem se importar com o que você diz (e lembre-se de como você se dececionou com outras pessoas).
4) Chegue em casa absolutamente triste e irritada.
5) Tenha um irmão no computador e um irmão com a namorada na tv (ou seja: não tenha nada para fazer).
6) Sinta-se presa e ansiosa.
7) Receba a notícia da morte do seu último hamster.
8) Descubra que vai ter que ficar em São Paulo até quarta feira, perdendo assim o único dia legal de aula: o primeiro após as férias.
9) Desabafe sobre tudo isso em um papel.
10) Esqueça o papel em cima da blusa do seu pai.
Pronto.
Como se foder completamente em dez simples passos.

Terça-feira, 7 de Agosto de 2007
Eu já tentei milhares e milhares de vezes descrever esse maldito vazio. Hoje a frase que me veio à cabeça foi 'sabe quando você está com fome e vê alguém comendo?'.
Estou mais uma vez discutindo com a minha mãe, e pelos mesmos motivos. O rivotril foi citado, e imediatamente repelido de minha parte. Não, não, de modo algum. O problema absolutamente já passou da fase que remédios poderiam adiantar. E nada de Hermínia, Rosa, e sei lá mais quem. Por mim, vão todas para o inferno.

Terça-feira, 14 de Agosto de 2007
Nenhuma nuvem se mescla com o pano de fundo; o céu está azul até onde minha vista alcança. O Sol paira sobre São Lourenço alegre, deixando um calor suportável se abater sobre tudo e todos. O dia está bonito.
As pessoas passam rindo e falando alto pela minha porta. Crianças carregam uma caixa de papelão, um casal troca beijos na frente da minha garagem, a minha vizinha coloca comida para um de seus quarenta e tantos gatos, cantando. As pessoas estão felizes.
Os carpinteiros estão pintando a parede da minha sala. Minha mãe está trabalhando, o cara simpático está vendendo picolés da praça, meu outro vizinho grita 'ó o bombonzinho' pelas ruas, com um sorrido de orelha a orelha. As pessoas estão ocupadas.
O rio passa rapidamente pela cidade, brilhando à luz do sol; as capivaras correm pelo parque, fugindo dos turistas, os gatos brincam na grama aos montes, os cachorros latem atrás de pneus de carro. A cidade estám tranqüila.
E por quê? Por que eu não me sinto em sintonia com nada disso?

Segunda-feira, 3 de Setembro de 2007
Rafael - 8/18/2004
(...)Apesar do geniozinho forte (grrrrrrrr) (...)
Andrey - 3/5/2005
(...)eh engraçada, e séria, d vez enquando fika d mal-humor, mas quando tah d bom humor, naum tem pra ela... (...)
Anα Cαrolinα - 4/25/2005
(...) muuito engraçada,mas as vezes é meio bravinha rsrsr...

Segunda-feira, 17 de Setembro de 2007
Qualquer coisa em comum, para mim, vira uma afeição.
Qualquer afeição, para mim, se transforma numa atenção diferente.
Qualquer atenção diferente, para mim, vira um gostar.
Qualquer gostar, para mim, torna-se uma obcessão.
Qualquer obcessão, para mim...

Segunda-feira, 17 de Setembro de 2007
Ele diz que a minha carência me transforma num tipo de monstro emocional. Que eu sugo as pessoas até que reste somente a casca, e então as jogo fora. E ele diz que eu gosto disso.
Ele diz que eu sou viciada em adrenalina. Que não me contento com uma vida calma. Mas ele não diz só isso: diz que essa minha vida super agitada não passa de um sonho, que é impossível. E que eu vou ser para sempre infeliz, esperando essa ação, aventura e emoção que não existem.
Ele diz que eu sou falsa, interesseira. Diz que eu não sinto nada por mais de 5 dias, pela mesma pessoa e do mesmo modo.
Ele diz que eu não presto. Que eu sou uma putinha carente qualquer.
Ele diz que eu descarto. Que eu olho, gosto, amo, esqueço, ignoro, odeio.
Ele diz que eu crio pessoas na minha cabeça. Me iludo ligando uma pessoa qualquer à uma personalidade inexistente. E que eu me apego, me conecto, me ligo à essa pessoa até perceber que era tudo minha invenção. E então eu a esqueço.
Ele diz que eu tenho várias caras. Que ninguém realmente me conhece, porque eu não sou uma só. E diz que nenhuma delas sou eu.
Ele diz que um dia isso vai acabar. Que esse vidro vai quebrar, e os cacos... os cacos vão se espalhar por aí.

Segunda-feira, 19 de Novembro de 2007
Eu exagero os sentimentos, palavras e atitudes. Sempre exagerei. Um olhar meio torto acaba com o meu dia, porque me faz entender que a pessoa só está comigo 'me aturando', que me detesta, que eu sou um saco. Se minha mãe fala que eu dou muito trabalho eu deduzo que sou um estorvo, que só nasci para atrapalhar, que tenho que ir para São Paulo logo e deixá-la em paz com quem diabos ela quiser viver. Se alguém me dá uma tiradinha, por mais engraçada que seja, eu me sinto no fundo do poço. Imagino todos rindo, ou me evitando, ou reclamando da minha presença. Se não tem lugar para mim no banco, entendo isso como uma demonstração de que ninguém me quer ali, que eu deveria ir embora.
Mas existe o outro lado. Um 'adorei te ver hoje' vira praticamente uma declaração de amor. Se alguém me dá a maior parte do bolo eu já acho que foi um modo subjetivo de dizer que eu sou a pessoa mais importante do lugar. Um 'eu amo você' vira uma jura eterna de amor, do tipo que fará a pessoa me esperar por anos e anos, e um dia aparecer na porta da minha casa às 4 da manhã com um buquê enorme de rosas amarelas e um cartão com uma frase linda escrita em letras que a própria pessoa fez.
E por mais que, racionalmente, eu saiba que não é nada disso, eu só percebo depois; depois que a suposta jura eterna de amor se mostra uma ilusão, eu percebo que tudo aquilo só existia na minha cabeça. Eu começo a entender que tudo aquilo era só a minha (incrivelmente fértil) imaginação. E aí eu afundo em desespero de novo, porque é como se mais uma - MAIS UMA - pessoa estivesse me abandonando.
E então tudo fica cinza e vazio, frio e distante. Até que eu consiga outro objeto, projeto, livro, anime, amigo, amor ou ódio que me desperte toda essa obcessão de novo.
Ciclos, sempre ciclos.

Segunda-feira, 19 de Novembro de 2007
E como eu freqüentemente tenho a sensação de estar sendo abandonada, isso só atrapalha. Qualquer frase, qualquer detalhe - absolutamente -, QUALQUER coisa que você disser pode ser interpretada por mim como uma tentativa de abandono. E então eu me agarro, destruo, consumo, acabo com a pessoa. E ela se vê obrigada a se afastar de mim. Se a pessoa não se afasta de mim num determinado tempo X, então sou eu quem se sente sufocada pela presença dela. E ela me parece chata, irritante, um grudo e um estorvo. E então eu me vejo obrigada a me afastar da pessoa.
Poucas amizades sobreviveram a esse meu processo de sentir as coisas. Um única amiga de São Paulo, dos quatro anos e quatro meses que passei lá resistiu a isso tudo. Daqui de São Lourenço (estando ou não aqui agora), eu posso contar até 6. Mas mesmo essas pessoas, essas sobreviventes, passam por ciclos comigo. Há tempos em que não desgrudo da pessoa tal, há outros em que ela é uma idiota e eu estou morrendo de saudades da pessoa tralalá. E, claro, tem aqueles amigos não tão amigos, que não sentem essas oscilações, mas que riem comigo praticamente todos os dias.
Como posso culpar as pessoas por isso? Simplesmente não posso, já que quem muda de humor como muda de roupa sou eu. E então, por mais que eu grite, xingue, pare de falar e critique o amigo 1 para o amigo 2, no mês seguinte eu sou obrigada a reconhecer que era eu quem estava errada (não em tudo, é claro, já que eles também erram pra caralho comigo e tudo o mais), e então dou minha cara a tapa para o pior juiz e carrasco que existe, que sou eu mesma e a minha própria consciência.
Paranóia, exagero, tempestades em copos d'água, neurose. Podem chamar do que quiser, eu prefiro falar disso como uma percepção diferente das coisas. Ou os livros, filmes e músicas me deixaram mais aguçada para entender esses pequenos detalhes ou não sei o quê mais pode ser.
Eu desenhar um coração num papelzinho e colocar no seu bolso pode parecer "uma gracinha e ponto", mas para mim foi muito mais que isso. Foi TÃO mais que isso eu nem eu saberia explicar o que foi. Cada detalhezinho, cada olhar, cara pequeno gesto para mim é gigantesco, e altera todo o meu humor, comportamento e sentimento.
Conheci um cara hoje, na internet. Antes de sair, ele me disse "fique bem". São duas palavras, duas simples palavras. Beeeeem distantes de "eu te amo", por exemplo. Mas fizeram diferença, fizeram diferença; não é que fizeram diferença? Sim, porque ele me mostrou que se importava. Pode nem lembrar de mim agora (aliás, ele nem sabe o meu nome). Mas, por cinco minutos que seja, ele se importou. Ou não se importou, e eu fantasiei tudo isso para me sentir menos sozinha na véspera do meu aniversário de dezoito anos. Mas, sim, ele se importou. Ponto.
E eu, como sou uma garotinha mimada, carente, obcessiva e desesperada, achei aquilo a coisa mais interessante do dia, me agarrei àquela frase e me apoiei nela para continuar meu dia.
E assim, mais uma vez, vem a minha mãe me mandando para a cama, interrompendo meu post na hora em que mais estou animada para escrever.
Mas eu vou ficar bem, vou ficar bem. Hoje eu vou ficar bem por você, talvez, que mudou meu dia sem saber. Amanhã eu decido que motivo vou arranjar.

Quarta-feira, 21 de Novembro de 2007
Às vezes minha mãe, ou algum idiota (como minha ex psiquiatra) acha que eu finjo ser o que sou por causa dos livros que leio, dos filmes que vejo.
Eu acho isso tudo tão patético! Será que elas realmente acham que eu iria fazer qualquer coisa absurda desse tipo só porque algum personagem fez? Eu não sou tão burra assim, por favor.
É muito difícil entender que eu gosto desses livros e filmes porque eu sou o que eu sou, ao invés do contrário?

Terça-feira, 4 de Dezembro de 2007
É muito simples: vocês só têm que saber que eu tenho ataques de te amo/te odeio, me amam/me odeiam, eu quero/não quero. E como o meu humor muda constantemente, assim como meus pensamentos e idéias, eu tenho que pedir para você signoraram grande parte dos posts que escrevo quando estou muito nervosa.
Acontece que eu escrevo o que penso na hora, independente do que vá pensar depois (geralmente). E, sim, eu mudo de idéia depois em metade das coisas. Mas o que eu vou fazer, deixar de escrever por causa disso? Ou deixar para escrever no dia seguinte, quando tudo estiver calmo?
É que eu prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo. Então, se eu resolver esperar por uma decisão definitiva para escrever alguma coisa, não escrevo nunca mais. E se eu não posso falar o que quiser no meu próprio blog, então onde mais?

Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2007
Nesses seis dias em que fiquei sem postar, muita coisa aconteceu. A primeira foi que eu me acalmei. Sim, me acalmei e pensei direito sobre tudo o que estava acontecendo. Eu estava exagerando demais. E não digo aqui no blog - acho que até me contive demais, aqui - e sim na minha própria cabeça. Eu estava me auto-sabotando, e não vou mais aceitar esse tipo de comportamente de mim mesma.
É tão difícil assim parar? Parar de tudo, de qualquer coisa. Parar de comer como uma maníaca, parar de gostar das pessoas, parar de ser egoísta, parar de superestimar pessoas que te subestimam... Teoricamente não deveria ser tão difícil assim, mas é. Ou ao menos é para mim, que sempre tive esses probleminhas e idiotices comigo mesma.

Quarta-feira, 12 de Dezembro de 2007
Sei que não estou bem, e ninguém parece perceber ou se importar com isso. E isso me irrita ainda mais, e eu me afasto ainda mais, e ninguém se importa ainda mais. É um ciclo.
Ciclos, ciclos, ciclos. Vou usar uma calcinha multicolorida para o ciclo que vem.
(por que NE-NHUM amigo ao vivo meu lê mais isso aqui?)


Sábado, 22 de Dezembro de 2007
"Bad girl drunk by six
Kissing someone else's lips
Smoked too many cigarettes today
I'm not happy when I act this way"
É, é exatamente isso.


Segunda-feira, 31 de Dezembro de 2007
Porque para mim as pessoas são o mundo. Porque eu sou idiota e carente, e preciso das pessoas. Preciso, sim, de demontrações de afeto. E elas são raras, e isso de meixa maluca. Não importa o quão forte eu seja, e sei que sou, eu ainda preciso saber que alguém se importa comigo, além da minha família. Preciso de algum idiota pra me ligar e dizer que está com saudades, alguma imbecil que não tenha porra nenhuma para fazer e me mande uma mísera mensagem dizendo que está com saudades. Preciso de alguém que saiba roubar rosas.
Eu percebi, a duras penas, que esse círculo de pessoas que me rodeava, e pelos quais eu daria a vida, está estreito. Está mais estreito agora do que estava quando eu saí de São Lourenço, porque eu repensei muita coisa e muita gente. E cheguei à conclusão de que a idiota era eu, que dava um valor incalculável a pessoas que não mereciam nada mais do que alguns minutos de conversa e um tchau.
Notei também que as minhas amizades, salvas algumas que eu conto nos dedos, não são de mão dupla. São, em sua grande e imensurável maioria, de mão única. Não que não gostem de mim; gostam, sei que gostam. Mas de modo algum gostam de mim do mesmo modo como gosto delas. Não se importam comigo como eu me importo com elas, não pensam em mim tanto quanto eu nelas.
A burra sou eu, que pensa em tal pessoa quando ouve aquela banda, que imagina 'que legal seria se fulano estivesse aqui' e que ri sozinha no escuro imaginando 'a cara da garota x se ouvisse aquilo junto comigo'. A burra sou eu, que tem vontade de mandar mil mensagens pelo celular, mas chega no orkut e vê que, desde que saiu de casa, UMA pessoa deixou alguma coisa escrita para mim, e que só UMA pessoa me mandou mensagens no celular. Se grande parte deles não está sentindo falta, EU é que não vou mandar as mensagens bonitinhas que me dá vontade. EU é que não vou deixar um scrap reclamando de saudades para pessoas que provavelmente não vão nem se lembrar de mim até o dia em que eu voltar com um CHEGUEI no nick do msn.
Algumas não mandam mensagens, não mansam scraps, não ligam mas eu sei que pensaram em mim e/ou sentiram saudades. Mas são poucas. Eu, se tivesse crédito, já teria ligado para pelo menos sete pessoas, todas elas as quais eu estou MORRENDO para ver. Mas e elas? Quantas me ligariam? Quantas se lembrariam, sentiriam vontade?
A GRANDE graça disso tudo (e eu dou risada de verdade) é que NINGUÉM de quem eu estou reclamando lê isso aqui. Eu poderia até citar nomes, mas nenhuma delas jamais sentiria o peso dessas palavras, e isso é hilário. Grande parte delas, afinal, está SE FODENDO para o que eu penso, o que eu sinto e o que eu vivo. Para quê leriam isso daqui, afinal? Eu sou só engraçada, não é, fazendo palhaçadas e criticando meio mundo. Mas e daí se eu penso em qualquer coisa além disso, e daí se eu sofro, e daí se tenho dúvidas, e daí se sinto falta, e daí se aprendo, e daí se erro, e daí se estou triste, e daí se estou me divertindo horrores, e daí se chorei até meus olhos arderem, e daí se passei a madrugada inteira vomitando, e daí se dei risada, e daí se qualquer coisa, E DAÍ QUE VIVO?

Sábado, 2 de Fevereiro de 2008
Eu ODEIO sentir coisas demais, num curto espaço de tempo.
ODEIO me envolver tão rápido. ODEIO ser tão carinhosa sem motivo.
ODEIO, ODEIO, ODEIO.
- 10/9/07
Oi, aqui é a Milena repetindo pela décima oitava vez que eu não não não NÃO APRENDO NUNCA.

Sexta-feira, 8 de Fevereiro de 2008
Eu provavelmente não vou colocar isso no meu about me, porque meio mundo de imbecis não ia entender o que eu quero dizer com isso.
Mas eu escrevi uma coisa hoje, numa comunidade... uma coisa que... me traduz. Me traduz completamente, porque eu SEI que sou assim.
Pode não ser uma qualidade, pode não ser um defeito. Não sei o que é, mas sou eu.
No filme Gia, Linda diz uma frase interessante sobre a Gia, quando se conheceram.
"It was like a puppy. It was like 'love me, love me, love me, love me!'..."
Eu me identifico tanto com isso! Realmente, como um filhotinho de cachorro que vai saltitando pra qualquer um que estende a mão e faz carinho, que confia cegamente em qualquer desconhecido e que vai pro colo de qualquer um feliz da vida.
Idiotice pura.
O problema é que eu não acho uma Linda. Uma Linda que, ao final da frase, diz "and I did it. I did it right away".

Quarta-feira, 13 e Fevereiro de 2008
Concluí, com dificuldade, que eu não sei quem eu quero ser. Isso seria menos ruim se eu soubesse quem eu JÁ sou, o que não é o caso.
from web
Eu acho que cheguei num ponto X onde eu preciso parar e pensar um pouco, não é?

Sábado, 23 de Fevereiro de 2008
Não vou colocar links aqui e coisas do tipo, porque a privacidade não é minha e vocês não a conhecem. Só para deixar claro, essas não são minhas palavras.
Mas dizem muito sobre mim mesma, também, e eu achei ótimas e muuuuito claras:
"Ninguém quis nem saber de mim, de verdade. Todo mundo some, depois todo mundo aparece. Depois some de novo e quando aparece é só para me quebrar. Eu não consigo esquecer fácil quando me magoam e todo mundo sabe disso. Eu faço tudo, TUDO mesmo pelos meus amigos, o que eu posso e o que eu não posso, mas parece que ninguém faz nada por mim, pioram minha situação e ainda querem que eu faça MAIS.
É incrível, cara. IN-CRÍ-VEL."

Domingo, 2 de Março de 2008
É mais ou menos o seguinte: eu não gosto de estar segundo lugar.
Sempre fui um tanto quanto extremista, e eu acho que, de modo geral, isso mais me atrapalha do que ajuda. Quando eu tomo uma decisão - e até quando não tomo -, ela sempre é afetada por esse meu singelo probleminha.

Quarta-feira, 12 de Março de 2008
, Eu tenho medo de começar. Porque a partir do momento que eu começo, a coisa toma vida. E quando a coisa toma vida não depende mais de mim, e então eu perco o controle. E se eu perco o controle a coisa toma as rédeas, e quando a coisa toma as rédeas ela vira senhora de mim e governa meu dia.
, Eu tenho medo de pessoas. Porque a partir do momento que eu me apego, eu não largo. E se eu não largo eu corro o risco de ser largada. Porque eu me entrego demais, me esforço demais, me empolgo demais. E se a coisa simplesmente não flui de volta eu me desespero e me agarro a mim mesma, e me escondo mais dentro de mim até não me achar mais.
, Eu tenho medo de querer. Porque a partir do momento que eu quero, eu desejo e sonho. E quando eu sonho a coisa passa a fazer parte da minha realidade, e quando pra mim é realidade essa coisa começa a interferir no meu dia, para o bem ou para o mau. E se a coisa que eu quero não acontece, se tudo o que eu desejo se mostra apenas ilusão, então é horrível, é melhor nem começar.

Quarta-feira, 19 de Março de 2008
Minha mãe me disse que viria pra cá sábado passado. Não veio.
Depois disse que vinha esse sábado. Não veio.
Agora ela diz que vem mês que vem.
Eu odeio isso. Odeio estipular uma data pra finalmente me sentir bem com alguém da minha família por um dia inteiro. Odeio acreditar que vai ser um dia lindo, que eu não vou querer me esconder no armário no fim do dia pra não ver a cara de ninguém.
Ela me ilude e eu conto os dias pra visita dela, até ela resolver que fica pra depois.
Isso me faz tão mal! Eu prefiro um NÃO do que um talvez, sempre. Prefiro que diga que nunca virá do que ficar com essa coisa toda de vem-não-vem que só me arrasta.

Terça-feira, 1º de Abril de 2008
Estou cansada de estar sozinha. Eu quero saber por que diabos as pessoas vêm VOLUNTARIAMENTE pra minha vida e depois somem sem dar explicações. Queria saber porque as pessoas sempre somem e me abandonam, juro que queria.
"Have to go, have to go!... Where the fuck does everybody go when they have to go??"
G.C.

Quinta-feira, 10 de Abril de 2008
Péssimo, péssimo.
Tudo ruim! Dor de cabeça, cansaço, tristeza, solidão e tudo o mais.
Estou com medo, a casa está estranha, as portas estão estranhas, os barulhos, as cores, as sombras e os tamanhos estão estranhos.
Quero que alguém chegue logo, cansei de ficar sozinha.
Medo, medo de verdade.

Quarta-feira, 30 de Abril de 2008
Certas coisas me deviam ser proibidas. E eu falo sério, é incrível como algumas coisas me afetam tanto.
Na minha consulta com a psicóloga, semana passada, ela me disse que eu tenho dois grandes problemas: o primeiro é ter dificuldade em estabelecer uma barreira entre o sofrimento e o prazer; o segundo é a obcessão em exagerar em um dos dois o tempo todo.

Quarta-feira, 30 de Abril de 2008
Eu sei que já disse isso mais de quinze vezes aqui, mas a Gia Carangi não sai da minha cabeça:
"'HAVE TO GO', 'HAVE TO GO'!
WHERE THE FUCK DOES EVERYBODY GO WHEN THEY HAVE TO GO??"
WHERE THE FUCK DOES EVERYBODY GO WHEN THEY HAVE TO GO?

Sem mais, cansei das pessoas indo embora.

Sábado, 10 de Maio de 2008
Existem tantos, tantos, TANTOS sentimentos conflitantes dentro de mim ultimamente que a única coisa que eu posso dizer é que eu estou a típica adolescentezinha confusa.
Eu acho que vou explodir, não consigo montar uma frase completa sem ficar completamente irritada, concordar, discordar e me perder.
Estou cansada.

...

Como eu havia dito, eu não consigo encontrar argumentos que o contradigam!
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Da Wikipédia:
O Transtorno de Personalidade Limítrofe (TPL), também conhecido como Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é definido como um transtorno de personalidade caracterizado por desregulação emocional, raciocínio “8 ou 80” (“branco e preto”) extremo ou cisão, e relações caóticas. O perfil geral do transtorno também inclui uma inconstância pervasiva do humor, das relações interpessoais, da conduta (comportamento) e da identidade, que pode levar a períodos de dissociação.

As perturbações sofridas pelos portadores do TPL alcançam negativamente várias facetas psicosociais da vida, como as relações no trabalho, casa, e ambientes escolares. Tentativas de suicídio e suicídio consumado são possíveis resultados sem os devidos cuidados e terapia. Os sintomas aparecem durante a adolescência ou nos primeiros anos da fase adulta e persistem geralmente por uma década. Essa fase pode ser desafiadora para o paciente, seus familiares e seus terapeutas, mas na maioria das vezes a severidade do transtorno diminui com o tempo.

A maioria dos estudos indica uma infância traumática como precursora do TPL, ainda que alguns pesquisadores apontem uma predisposição genética, além de disfunções no metabolismo cerebral. Estima-se que 2% da população sofra deste transtorno, com mulheres sendo mais diagnosticadas do que homens.

O termo Borderline (Limítrofe) deriva da classificação de Adolph Stern que descreveu, na década de 30, a condição como uma patologia que permanece no limite entre a neurose e a psicose. Pelo fato de o termo carecer de especificidade, existe um atual debate se esta doença deva ser renomeada.

Critérios diagnósticos
O diagnóstico é baseado nas experiências reportadas pelo paciente, como também marcadores do transtorno observados por um psiquiatra, psicólogo, ou outro profissional qualificado. O perfil pode ser apoiado por padrões de comportamento em longo prazo observados pelos membros da família, amigos e colegas de trabalho. A lista de critérios, que precisam ser alcançados para o diagnóstico, está descrita no DSM-IV-TR.

Critérios do DSM-IV-TR
A última versão do Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders ou Manual Diagnóstico e Estatístico de Desordens Mentais (DSM-IV-TR) - o guia americano amplamente usado por médicos à procura de um diagnóstico de doenças mentais – define o TPL (código do DSM-IV-TR: 301.83) como: “um padrão pervasivo de instabilidade dos relacionamentos interpessoais, auto-imagem e afetos e acentuada impulsividade, que começa no início da idade adulta e está presente em uma variedade de contextos”. Um diagnóstico de TPL requer cinco dos nove critérios listados no DSM e que os mesmos estejam presentes por um significante período de tempo.

Os critérios são:
1. Esforços frenéticos para evitar um abandono real ou imaginado. [Não incluir comportamento suicida ou automutilante, coberto no Critério 5].
2. Um padrão de relacionamentos interpessoais instáveis e intensos, caracterizado pela alternância entre extremos de idealização e desvalorização.
3. Perturbação da identidade: instabilidade acentuada e resistente da auto-imagem ou do sentimento de self (si mesmo).
4. Impulsividade em pelo menos duas áreas potencialmente prejudiciais à própria pessoa (por ex., gastos financeiros, sexo, abuso de substâncias, direção imprudente, comer compulsivamente). [Não incluir comportamento suicida ou automutilante, coberto no Critério 5].
5. Recorrência de comportamentos, gestos ou ameaças suicidas ou de comportamento automutilante.
6. Instabilidade afetiva devido a uma acentuada reatividade do humor (por ex, episódios de intensa disforia, irritabilidade ou ansiedade geralmente durando algumas horas e raramente mais de alguns dias).
7. Sentimentos crônicos de vazio.
8. Raiva inadequada e intensa ou dificuldade em controlar a raiva (por ex, demonstrações freqüentes de irritação, raiva constante, lutas corporais recorrentes).
9. Ideação paranóide transitória e relacionada ao estresse ou severos sintomas dissociativos (por ex, a despersonalização e processos amnésicos intensos).

Explicação dos critérios do DSM-IV-TR
O DSM prossegue em dizer:
Critério 1: Os portadores deste transtorno fazem esforços frenéticos para evitar um abandono real ou imaginado. Quando existe a percepção de rejeição, separação ou de perda da estrutura externa, os borderlines podem sofrer profundas mudanças na auto-imagem, cognição, afeto e no comportamento.

Essas pessoas são muito sensíveis aos estímulos externos, por isso, experimentam intensos temores de abandono e raiva inadequada, mesmo diante de uma separação real por tempo limitado (como quando alguém cancela um encontro ou quando o terapeuta anuncia o fim da sessão). Limítrofes tendem a acreditar que este "abandono" sugere que eles sejam "maus". Esse medo do abandono está relacionado a uma intolerância a ficar só e a uma necessidade de ter outras pessoas consigo. Dentre os esforços para evitar o abandono estão ações impulsivas como comportamentos automutilantes ou suicidas, que estão classificadas separadamente no Critério 5.

Critério 2: Os indivíduos com TPL têm um padrão de relacionamentos instáveis e intensos. Podem idealizar um potencial prestador de cuidados ou amante logo no primeiro ou segundo encontro, assim como exigir que passem muito tempo juntos e que compartilhem detalhes e segredos bastante íntimos no início de um relacionamento. Entretanto, pode ocorrer uma rápida passagem da idealização para a desvalorização, por achar que a outra pessoa não se importa o suficiente, não está "lá" o suficiente.

Os afetados pelo TPL podem sentir empatia e carinho pelos outros, porém, esses sentimentos só surgem pela expectativa de que a outra pessoa também "estará lá" para atender suas próprias necessidades, assim que exigido. Os indivíduos borderlines estão inclinados a mudanças repentinas e drásticas em suas opiniões sobre os outros, que são vistos alternadamente como salvadores bondosos ou como vilões punitivos. Tais mudanças refletem a desilusão com uma pessoa cujas qualidades foram idealizadas ou cuja rejeição ou abandono estão iminentes.

Critério 3: Pode haver uma perturbação de identidade caracterizada por uma auto-imagem ou sentimento de si mesmo persistentemente instáveis. Mudanças súbitas e drásticas na auto-imagem são observadas por objetivos, valores e aspirações profissionais em constante mudança. Borderlines podem exibir mudanças repentinas de opiniões e planos acerca da carreira, identidade sexual, valores e tipos de amigos. Além disso, podem mudar subitamente do papel de coitados e carentes de apoio para vingadores de abusos e maus tratos passados.

Mesmo que geralmente possuam uma auto-imagem de "malvados", os indivíduos com o TPL podem, algumas vezes, sentir que eles não existem de verdade. Experiências assim ocorrem, tipicamente, em períodos em que o individuo sente falta de um relacionamento significativo, carinho e apoio. Limítrofes podem apresentar pior desempenho em situações de trabalho ou escolares não estruturadas.

Critério 4: Borderlines são impulsivos em, pelo menos, duas áreas potencialmente prejudiciais a si próprios. Podem jogar patologicamente, fazer gastos irresponsáveis, comer em excesso, abusar de substâncias, fazer sexo inseguramente ou dirigir imprudentemente.

Critério 5: Limítrofes exibem, de maneira recorrente, comportamento, gestos ou ameaças suicidas ou comportamento automutilante.

O suicídio completado ocorre entre 8 e 10% desses pacientes, atos de automutilação (por ex, cortes ou queimaduras) e ameaças suicidas são muito comuns. As tentativas recorrentes de suicídio são, quase sempre, a principal causa da busca de ajuda. Atos autodestrutivos são usualmente precipitados por ameaças de separação ou rejeição.

A automutilação rotineiramente acontece durante experiências dissociativas e traz alívio pela reafirmação da capacidade de sentir (e existir) ou pela representação de um castigo simbólico do sentimento de ser "mau".

Critério 6: Os portadores do Transtorno da Personalidade Borderline podem apresentar instabilidade afetiva, seguida de uma grande reatividade do humor (por ex, disforia intensa, irritabilidade e ansiedade, que duram algumas horas e raramente mais de um(s) dia(s)).

O humor dos borderlines é basicamente disfórico e alterna-se com períodos de raiva, pânico ou desespero e é, raramente, aliviado por fases de bem-estar. Episódios assim refletem a intensa reatividade do portador a estresses interpessoais.

Critério 7: Limítrofes podem ser incomodados por recorrentes sentimentos de vazio. Facilmente entediados, sempre procuram algo para fazer.

Critério 8: As pessoas com este transtorno de personalidade rotineiramente expressam raiva extrema e inadequada e/ou têm dificuldade em controlar sua raiva. Borderlines podem exibir extremo sarcasmo, explosões verbais ou amargura persistente.

A raiva aparece, muitas vezes, quando um prestador de cuidados ou amante é visto como omisso ou indiferente e prestes a abandoná-lo. As expressões de raiva, na maior parte das vezes, são seguidas de vergonha e culpa e contribuem para o sentimento de ser "mau".

Critério 9: Em episódios de estresse, podem ocorrer ideações paranóides ou sintomas dissociativos severos (por ex, despersonalização), no entanto, estes sintomas são transitórios e de gravidade limitada, insuficientes para um diagnóstico adicional.

Episódios paranóicos ou dissociativos ocorrem geralmente em resposta a um abandono real ou imaginado. Os sintomas tendem a ser breves, durando minutos ou horas. O retorno real ou percebido do carinho da pessoa prestadora de cuidados ou amante pode ocasionar a remissão desses episódios.

Cisão no paciente borderline
No Transtorno de Personalidade Borderline, cisão (splitting) é um erro cognitivo característico. Esse erro é uma defesa primitiva e representa a tendência em se completamente idealizar ou completamente desvalorizar outras pessoas, lugares, idéias, ou objetos; o que significa, vê-los como totalmente bons ou totalmente maus.

Segundo alguns teóricos como Otto Kernberg, é um comportamento no ser humano, enquanto criança pequena, dividir o mundo entre "bom" e "mau". A criança não está emocionalmente madura o bastante para saber lidar com as diferenças e imperfeições das outras pessoas/coisas. Em alguma fase do desenvolvimento infantil, o indivíduo aprende a enxergar o meio-termo e a neutralidade existentes nos outros e o comportamento de separação primitivo é superado.

No TPL, por diversas razões, o mecanismo de separação se mantém na idade adulta e cria uma instabilidade emocional que afeta severa e negativamente a vida dos pacientes borderlines. Essa cisão pode resultar problemas como o estupro e envolvimento com drogas pelo mau julgamento ao escolher parceiros e estilos de vida.

Prevalência
Estatísticas provam que a prevalência do Transtorno de Personalidade Limítrofe varia de 1% a 2% na população geral. As mulheres correspondem a 75% dos diagnosticados, na proporção de que para três mulheres diagnosticadas, um homem é diagnosticado. Limítrofes correspondem aproximadamente a 20% das populações prisionais, 10% das populações de atendimento ambulatorial e 20% das populações internadas em hospitais psiquiátricos. O suicídio é 800 vezes maior que na população geral e 10% entre esses pacientes.

Etiologia – Causas e influências
Pesquisadores acreditam que o TPL resulta de uma combinação que envolve uma infância traumática, componentes genéticos e acontecimentos estressantes durante a adolescência.

Abuso infantil, trauma ou negligência
Numerosos estudos mostraram uma forte relação entre abuso infantil e o desenvolvimento de TPL. Muitos indivíduos com TPL reportam uma história de abuso, negligência e separação quando crianças. Pais de portadores foram apontados como tendo falhado em dar a proteção necessária, e negligenciado os cuidados físicos de seus filhos. Pais (de ambos os sexos) foram tipicamente reportados como tendo negado a validade dos pensamentos e sentimentos de seus filhos, de se retirarem emocionalmente em algum momento e terem tratado a criança inconsistentemente. Orfandade de algum (ou dois) dos pais também é comum entre esses pacientes. É comum, ainda, encontrar uma história de abuso sexual por um não responsável (principalmente nas mulheres) entre portadores de TPL. De acordo com Joel Paris, “Alguns pesquisadores, como Judith Herman, acreditam que o Transtorno de Personalidade Limítrofe é um nome dado a uma manifestação particular do Estresse Pós-Traumático (EPT)". No entanto, Paris considera essa conclusão como não comprovada, uma vez que muitos portadores de TPL não têm uma grave história de traumas.

Genética
A literatura existente sugere que traços relacionados ao TPL são influenciados por genes e já que a personalidade é geralmente hereditária, então o TPL também deve ser, no entanto estudos têm tido problemas metodológicos e as ligações exatas não estão claras ainda. Um estudo maior de gêmeos idênticos descobriu que se um deles atingir o critério de TPL, o outro também atinge em um terço (35%) dos casos. Filhos de pais (de ambos o gêneros) com TPL têm cinco vezes mais chances de também desenvolver o Transtorno de Personalidade Limítrofe ou o Transtorno de Personalidade Anti-Social (Sociopatia).

Tratamento
Psicoterapia
Tradicionalmente há um ceticismo em relação ao tratamento psicológico de transtornos de personalidade, mesmo assim muitos tipos específicos de psicoterapia para TPB foram desenvolvidos nos últimos anos. Os estudos (limitados) já registrados não confirmam a eficácia desses tratamentos, mas pelo menos sugerem que qualquer um deles pode resultar em alguma melhora. Terapias individuais simples podem, por si mesmas, melhorar a auto-estima e mobilizar as forças existentes nos borderlines. Terapias específicas podem envolver sessões durante muitos meses ou, no caso de transtornos de personalidade, muitos anos. Psicoterapias são frequentemente conduzidas com indivíduos ou com grupos. Terapia de grupo pode ajudar a potencializar as habilidades interpessoais e a autoconsciência nos afetados pelo TPB.

Serviços mentais de recuperação
Indivíduos com TPL às vezes necessitam serviços mentais extensivos e têm sido contados como 20% das hospitalizações psiquiátricas. A maioria dos pacientes com TPL continua usando tratamento fora do hospital por muitos anos. A experiência dos serviços varia. Acessar os riscos de suicídio pode ser um desafio para profissionais da área mental (e pacientes tendem a subestimar a letalidade de seus atos) já que a taxa de suicídio é muito maior daquela do restante da população. Limítrofes são descritos pelos funcionários hospitalares como extremamente difíceis de lidar.

Dificuldades na terapia
Existem desafios únicos no tratamento de TPL. Na psicoterapia, um cliente por ser bastante sensível à rejeição e pode reagir negativamente (por ex, se mutilando ou abandonando a terapia) se sentir isso. Além do mais, profissionais da área podem se distanciar emocionalmente dos indivíduos com TPL por auto-proteção devido ao estigma associado com o diagnóstico.

Remissão dos sintomas e possível estabilidade
Estatísticas sugerem que, com o devido tratamento, portadores de Transtorno de Personalidade Limítrofe tendem a sofrer recessão dos sintomas em algum momento da fase adulta posterior. Dos que procuram ajuda profissional de uma maneira geral, 75% sofrem remissão da maior parte dos sintomas entre os 35 e 40 anos de idade, 15% entre os 40 e 50 anos de idade e os 10% restantes se suicidam.


Da Associação Brasileira de Psiquiatria:
O transtorno de personalidade limítrofe (TPL) é uma doença mental grave, que se caracteriza por uma instabilidade prevalente do humor, dos relacionamentos interpessoais, da imagem (idéia) que a pessoa tem de si mesma e do comportamento. Essa instabilidade muitas vezes desorganiza a vida familiar e profissional, o planejamento a longo prazo e o sentido de identidade pessoal do indivíduo. Originalmente consideradas como estando na fronteira da psicose, as pessoas portadoras de TPL têm um transtorno da regulação das emoções. Há uma freqüência elevada de auto-agressões sem intenção de suicídio, assim como uma freqüência significativa de tentativas de suicídio e de suicídio com êxito, em casos graves. Os pacientes necessitam freqüentemente de extensos serviços de saúde e são responsáveis por 20% das hospitalizações. No entanto, com ajuda muitos melhoram com o tempo e conseguem ter uma vida produtiva.

Sintomas
Enquanto uma pessoa com depressão ou transtorno bipolar apresenta tipicamente o mesmo estado afetivo durante semanas, uma pessoa com TPL pode ter episódios intensos de raiva, depressão e ansiedade que podem durar apenas algumas horas, ou no máximo um dia. Estes podem se associar a episódios de agressividade impulsiva, auto-agressão e abuso de drogas ou álcool. Distorções da cognição e da consciência do eu podem ocasionar mudanças freqüentes nos objetivos a longo prazo, planos de carreira, empregos, amizades, identidade sexual e valores. Eles podem se considerar injustamente incompreendidos ou maltratados, enfarados, vazios e terem pouca noção de quem são. Esses sintomas são mais agudos quando os indivíduos portadores do TPL se sentem isolados e carentes de apoio social e podem demandar esforços frenéticos para evitar ficar sozinhos.

As pessoas portadoras do TPL apresentam com freqüência padrões de relacionamentos muito instáveis. Elas podem vir a ter ligações intensas, porém tempestuosas. Sua atitude para com os familiares, amigos e entes queridos pode passar subitamente da idealização (grande admiração e amor) à desvalorização (intensa raiva e desaprovação). Assim, elas podem formar uma ligação imediata e idealizar a outra pessoa, mas ao ocorrer uma pequena separação ou conflito elas passam inesperadamente para o outro extremo e acusam furiosamente a outra pessoa de não ter absolutamente nenhuma afeição por elas. Mesmo com os familiares os indivíduos com TPL se mostram muito sensíveis à rejeição, reagindo com raiva e angústia a pequenas separações como um período de férias, uma viagem de negócios ou uma súbita mudança nos planos. Esses temores de abandono parecem estar relacionados a dificuldades em se sentir emocionalmente ligados a pessoas importantes quando estas se encontram fisicamente ausentes, deixando o indivíduo em TPL se sentindo perdido e a pessoa, talvez, indigna de confiança. Podem ocorrer ameaças e tentativas de suicídio, juntamente com a raiva, no casos de abandonos e desapontamentos percebidos pelos indivíduos.

As pessoas com TPL apresentam outros comportamentos impulsivos, como gastos excessivos, farras alimentares e sexo de risco. O TPL com freqüência ocorre em associação a outros problemas psiquiátricos, especialmente o transtorno bipolar, depressão, transtornos ansiosos, uso de drogas e outros transtornos de personalidade.

Tratamento
Os tratamentos para TPL melhoraram em anos recentes. A psicoterapia de grupo e a psicoterapia individual são no mínimo parcialmente eficazes em muitos pacientes. Nos últimos 15 anos se desenvolveu um novo tratamento psicosocial, denominado terapia comportamental dialética (TCD), especificamente para tratar o TPL e essa técnica tem parecido promissora em estudos do tratamento. Os tratamentos farmacológicos são freqüentemente prescritos com base em sintomas alvo específicos apresentados pelo paciente individual. Drogas antidepressivas e estabilizadores do humor podem ser úteis para o humor deprimido e/ou lábil. Drogas antipsicóticas também podem ser usadas caso haja distorções do pensamento.

Achados de Pesquisa Recentes
Embora a causa do TPL não seja conhecida, tanto fatores genéticos quanto comportamentais são considerados como contribuindo para predispor os pacientes a sintomas e traços do TPL. Os estudos mostram que muitos indivíduos com TPL, porém não todos eles, relatam uma história de violência, negligência ou separação quando crianças pequenas. De 40 a 71% dos pacientes com TPL relatam terem sido vítimas de violência sexual, geralmente por um não prestador de cuidados. Os pesquisadores acham que o TPL decorre de uma combinação de vulnerabilidade individual ao estresse ambiental, negligência ou violência quando crianças pequenas e uma série de eventos que desencadeiam o aparecimento do transtorno quando adultos jovens. Os adultos com TPL também têm uma probabilidade consideravelmente maior de serem vítimas de violência, incluindo estupro e outros crimes. Isso pode decorrer tanto de ambientes prejudiciais como de impulsividade e mau julgamento ao escolher parceiros e estilos de vida.
posted by Mileníssima @ 4:44 PM   0 comments
TPB, TPL
É tudo muito engraçado 1: Eu, a pessoa que sempre reclamou, xingou, teve ataques de ódio e amaldiçoou pessoas que chegavam na comunidade G,I achando que "oi, sou igual a Susanna e sou border :D".
É tudo muito engraçado 2: Na palavra de uma ex psiquiatra que achava que eu era esquizofrênica, "você não pode ver G,I e me falar que se identifica com a Susanna. Vocês são muito diferentes".

Dia 20/05/08, Milena vai no renomaaado psiquiatra Marco Antônio. Recebeu indicação, o cara tem nome, é um ótimo profissional, tem quinze anos de espera na lista para marcar uma consulta e trabalha em Moema.
Uma hora e meia do meu dia. Fala comigo. Fala com o meu pai. Fala comigo e com o meu pai. E o que ele diz? Transtorno de personalidade borderline/limítrofe. Ha - ha. Ele diz, claro, que não pode falar com absoluta certeza na primeira consulta, mas que quase todas as categorias se encaixam. E diz que o tpb geralmente é confundido com muitos outros diagnósticos antes de ser encontrado. E o pior de tudo é que eu não encontrei argumentos para discutir com o cara. Primeiro porque ele realmente parecia saber do que estava falando. Segundo porque ele era meio mal educado. Terceiro porque eu não tinha argumentos.
Saí do consultório com a maior cara de oi@_@. Cheguei em casa, xinguei meu irmão, dei ataque e fui dormir. Hoje, antes de ir para o colégio, eu fui ver o que dizia no papel que eu recebi sobre o transtorno bipolar/limítrofe.
E no próximo tópico eu vou postar aqui, com algumas coisas grifadas e outras em negrito.
posted by Mileníssima @ 4:25 PM   0 comments
Bárbaro!
Fatos:
1. Minha imaginação está perdendo os limites.
2. Eu estou com tempo livre demais.
3. O ArquiFitness tem pessoas bonitas e legais demais pra existir de verdade.
4. As pessoas deveriam parar de me tocar.
posted by Mileníssima @ 4:22 PM   0 comments
Terça-feira, Maio 20, 2008
Everybody dies...
Foda-se o psiquiatra, eu falo disso amanhã. Hoje, a única coisa que mudou meu dia, semana, mês e sabe lá deus mais quanto tempo. Tudo entre aspas, minhas ou da mana:

AIMEUDEUS QUE DÓ DE TODO MUNDO AI ESSA MUSICA TOCANDO NO FUNDO O WILSON FALANDO COM A CAMERON SABE LÁ DEUS POR QUÊ E AI QUE DÓ DA 13 AI TADINHA ._____________________.
ELE CHORANDO POR ELA E O HOUSE MORRENDO DO OUTRO LADO
QUE PUTO, ai que sacanagem ._.
O House em coma por causa dos dois e ele nem aí :@:@:@:
ÉÉÉÉ, colocaram aquela cena MUDA dela falando com o Wilson só pra aparecer a cara dela, mas ela não fez PORRA nenhuma além disso e além de (oooe) sentar LONGE do Chase quando os dois e o Foreman ficaram no bar, no finalzinho, HAHA. E eu toda crente que ela ia se descabelar e chorar pela House e NEM APARECEU A MALDITA OLHANDO PRA ELE. O que compensa tudo é que QUE GRACINHA AI MEU DEUS A CUDDY DEITADA NOS CANTOS ;_;
Sério, não tem coisa mais gracinha do que ela emboladinha num sofá cuidando dele ;___; E ela DE MÃO DADAS COM ELE OI COMO ASSIM que belezinha!
EU NÃO VOU CONSEGUIR PARAR DE CHORAR POR NADA, PUTAQUEPARIU
Ai, mana, o final foi LINDO DEMAIS, puta que pariu, PUTA QUE PARIU, eu tô vermelha de tanto chorar, A AMBER É MUITO FODA QUE DÓ DO WILSON O FINAL FOI LINDO DEMAIS E TRISTE DEMAIS FUI BUSCAR O HOUSE dshfiousdhfsdiofasdop\JASDOASDAASJSA AI SÉRIO, EU TO MORRENDO JUNTO
E que dó do Wilson, meu Deus, A CARINHA DELE e o abraço com a Cuddy ai que gracinha ai mana eu vou chorar de novo ai meu deus, que sacanagem isso também POR QUE QUE LOGO A AMBER TINHA QUE MORRER?! :@ Não podiam fazer o House virar amiguinho da Cameron por uns dias e o CHASE morrer e tudo continuar legal? EU NÃO QUERO VER O WILSON TRISTE E CULPANDO O HOUSE MESMO QUE SEJA TEMPORÁRIO ;______________;
Pra finalizar, de novo o que nós já comentamos: AI COMO A CUDDY TÁ LINDA COM CABELO LINDO E TUDO LINDO AI MEU DEUS PEGAEL :~~~ Não Deus, a Cuddy e tal, você entendeu u_u MAS ENFIM, ai, mana, essa temporada é a em que ela tá mais linda, essa e a terceira. A Cameron tá uma gracinha na primeira e linda na segunda, aliás, mas a terceira é a melhor época visual dela, eu acho ._. E agora, na quarta, tô achando ela tão sem sal loira desse jeito, VOLTE COM O CABELO NORMAL, MULHER :@:@:@ ai, que droga, eu quero a Cameron normal e preocupada e envolvida de volta ._.
A Amber é uma puta. CUSTAVA ser chata o tempo todo? Daí ela ia morrer, a gente ia rir e ficava TUDO LINDO. Mas nããããão, ela teve que fazer o WIlson escolher o colchão que ele queria, teve que ser toda fofa e toda bonitinha nas memórias do House. AÍ A MALDITA MORRE E DEIXA A GENTE NESSE ESTADO, cheia de ;;;; por causa dela! Ai, que ódio, porque eu fui gostar dela, mana? Nesse último episódio eu percebi COMO ela é linda, legal, foda, inteligente e houseish-like @_@ Ela é tão legal, POR QUE, DEUS, VOCÊ LEVA OS MELHORES E DEIXA GOLDEN BOYS VIVOS? @____________@ OI, NÃO FAZ SENTIDO.
ÉÉÉÉÉÉÉÉ, ELE TODO PREOCUPADO COM O WILSON, MEU DEUS, QUE BELEZINHA. E se o desgraçado daquele cara de fuinha ficar bravo com o House eu tenho um ataque, porque eu gosto taaaaaaaaaaaaaanto dos dois! Tem tanta cena gracinha com os dois, e bonitinha, e de dar inveja! Eu vou ficar indignadíssima se eles ficarem de mau :( HAHA Mas sério, cara, o House QUASE COMETE SUICÍDIO pelos dois, ele praticamente não tem O DIREITO de culpá-lo conscientemente. É o que eu disse, tudo bem LÁ DENTRO ele culpar o cara, mas se ele ABRIR A BOCA pra falar "é culpa sua" eu vou ficar MUITO puta, aiaiai.
E A 13 AI MEU DEUS EU QUERO QUE ELA PÉGAEL ANTES QUE TUDO VÁ PELOS ARES oi, ai que pavor @_@ Ai, mana, POR QUÊ? Não tem motivo pra fazer a coitada ter, aiaiai. A não ser que seja um ******** FALSO POSITIVO ************ e ela ainda vai ser linda e uma gracinha, procriar bebês bissexuais pra PEGAREM meus filhotes :(:(:(
ELA NÃO PODE MORRER, como se já não bastassem essas desgraças todas! Tomara que o House não fique todo chato com ela, t (...)ELA NÃO PODE MORRER, como se já não bastassem essas desgraças todas! Tomara que o House não fique todo chato com ela, tomara que ele fique fofo e cuidadoso /ee
Eu não sei o que quero da próxima temporada. Não sei, ai meu deus, COMO EU VOU AGÜENTAR VIVER ATÉ LÁ? E SE EU MORRER ANTES? E SE VOCÊ MORRER ANTES E EU NÃO TIVER COM QUEM SURTAR? O muindo é cruel.
AI MEU DEUS, FOI TÃO LINDA a cena dela com a Amber no ônibus! Me lembrou o Harry e o Voldemort na plataforma, só que MUITO MAIS EMOCIONANTE, eu grudei na mesa e comecei a balbuciar coisas sem sentido, meus olhos lacrimejando e eu toda aoidjsaoidmasiufhsauiodnasda;___;@___@>__> desesperada. ELA É MUITO GRACINHA, meu deus, por que TODO MUNDO LEGAL MORRE?
A Cuddy tá linda, a Cameron é linda, a 13 é perfeita e eu quero que todo mundo pegael, até o House e a Amber ;______________________;
ÉÉÉÉ, BEM ISSO, AI QUE RAIVA!
Sério, eu preferia não ter gostado nenhum pouco dela. Tem gente toda 'QUE BOM QUE A VADIA MORREU, JÁ FOI TARDE!' e eu tô ficando indignada com essa gente e comigo mesma, porque fui gostar dela LOGO ANTES DE ELA FICAR TODA FODIDA. Eu gostei mais ainda depois do House's Head, ai, que desgraça @_@
E o diálogo dela com o House, no final, ai, mana, eu não sei como falar o que eu senti nessa hora, pqp. Eu fiquei :O:O:O*-*-*-*;;;;;;;; demais, e, permita-me dizer, FOI O DIÁLOGO MAIS LINDO DA SÉRIE TODA E QUE EU JÁ VI NA VIDA INTEIRA, PUTAQUEPARIU. Ai, eu tô quase chorando de novo ;~~~~~
ELA NÃO PODE MORRER @________________@
***8**Deus****8* queira que o resultado tenha saído errado, mesmo :~ mas que todo mundo acredite que é mesmo positivo e que o HOUSE SEJA MESMO BONITINHO E LEGAL COM ELA E CUIDE DELA E TUDO O MAIS, aí podem descobrir que ela não tem porra nenhuma e eu serei eternamente grata ao David Shore oooe
EU SEI como é esse choro escandaloso, AHAH
É horrível. A sorte é que eu estava perto de alguém o tempo todo, então só escorriam lágrimas e eu com aquela cara de @_@ pro nada, sabe? HAHAHA
ÉÉÉÉ, foi isso que eu quis dizer. Tudo bem no fundo ele ficar com isso de 'se...', mas eu não acho certo ele PENSAR ISSO RACIONALMENTE, sabe? Bregamente falando, eu acho normal o coração dele ficar culpando o House, mas não o cérebro, sabe?
A Cuddy é uma gracinha, ponto. AI.
ÉÉÉÉ, todo mundo super 'pobre Amber :/' e o House EM COMA, meu deus, COMO ASSIM? E NINGUÉM LIGA? E A CAMERON NÃO DÁ ESCÂNDALO? SÓ QUEM LIGA É A CUDDY E UMA ENFERMEIRA DESCONHECIDA?? Ai, fico indignada com essas coisas.
ÉÉÉÉ, foi o que eu disse! O lugar branco e os dois é o que foi igual, mas essa cena do House fui MUITO PIOR, EU ACHEI QUE FOSSE QUEBRAR A MESA COM OS DEDOS.
Eu acho que me mataria se alguém assim pra mim morresse, sei lá. Talvez não depois de um tempo, mas na hora seria a primeira coisa que eu pensaria @_@
Mana, a Cuddy é a mais foda porque ela é foda O TEMPO TODO. Ela consegue ser TÃO LEGAL E GRACINHA que não cabe nela, daí vai tudo pros lados dela e ela vira um sol!
*idiota*
EU TAMBÉM, AIAIAI. Você viu que eu te mandei na hora um scrap sobre isso, foi TÃO LINDO E GRACINHA E EU ACHEI QUE FOSSE MORRER QUANDO ELA DISSE ISSO, ai meu deus, foi TÃO foda, aiaiai.
O HARRY NA PLATAFORMA NEM SE COMPARA A ISSO, cara, O HOUSE SOFRENDO DAQUELE JEITO @_____@
E a Amber foi tão gracinha, tão querida, tão fofa nessa parte, meu Deus. 'Fui buscar o House', AIPUTAQUEPARIU, MANA, O WILSON CHORANDO ABRAÇADO COM O BILHETE DELA @_________@
Sério, eu fico pensando, eu acho que eu não suportaria se alguém de verdade e que eu conheço e gosto muito morresse o_o se eu fico desse jeito de ver esse tipo de coisa, IMAGINA se fosse de verdade :~~~
A Cuddy, ai meu deus @_________________@
Sério, eu tô APAIXONADA DEMAIS PELA CUDDY. Eu gosto mais dela que da 13, até, e se duvidar até mais do que gosto do House .________.
Na hora que ela disse 'you can't always get what you whant' eu quase fiquei careca de tanto puxar o cabelo, lembrei na hora do primeiro episódio da primeira temporada e fiquei 'AI MEU DEUS ELA NUNCA MAIS VAI VOLTAR AI QUE DESGRAÇA .______.' ;~~~
E lembra que eu falei que achava que ele ia descobrir a doença mas não ia dar tempo de diagnosticar? @_@ Mesmo pensando isso eu não me aguentei e fiquei chocada .________.
E o pior é que a Amber foi toda simpática lá, né? :~~~~~~
Ela foi super normal, MANDANDO O HOUSE VOLTAR, ai meu Deus. 'Fui buscar o House'. AI MEU DEUS. Isso não vai sair da minha cabeça TÃO cedo .______.
ÉÉÉÉÉ.
A Cuddy é Deus ;_________;
(Porque a mana é a ÚNICA pessoa no mundo com quem eu quero falar de House. Só isso, beijos, AIaoishdaadasd;___; AI AMBER;;;;;;;;;;;;). Porque SÓ fã entende. E de todos os fãs, só a mana ME entende.

... sorry I'm not here.
posted by Mileníssima @ 9:54 PM   0 comments
Domingo, Maio 18, 2008
infância
miii says:
se eu fosse a mônica eu JAMAIS seria amiga da magali
miii says:
a magali come TUDO e é magra
miii says:
a mônica mal come e corre atrás do cebolinha o tempo todo E É GORDA
miii says:
@__@
miii says:
não dá pra ser amiga de alguém assim ¬¬


Milena se revelando invejosa numa conversa infantil.
Uma gracinha.
posted by Mileníssima @ 12:47 AM   0 comments
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    Eu fiz o meu primeiro blog na sétima série, o segundo blog na oitava, o terceiro blog no primeiro ano e esse no segundo.

    Hoje eu tenho 17 anos e esse blog já durou... um ano. Com todo esse tempo de aprendizagem nessa coisa aqui, eu aprendi duas coisas simples: a primeira é que não adianta se escrever um blog pensando diretamente em quem vai ler. A segunda é que comentários realmente não importam.

    E isso, de um modo geral, resume esse blog. Ele é MEU blog; eu vou escrever o que eu quiser, se eu quiser, quando e como eu quiser.

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